Nome - Filipe Albuquerque
Data de Nascimento - Coimbra, 13/06/1985
Altura - 1.74 m
Peso - 65 kg
Hobbies - Ténis, Padel, Cycling, BTT, Ski, Wakeboard, Radiomodelismo, Simuladores

Filipe Albuquerque nasceu em Coimbra a 13 de Junho de 1985. É o mais novo de três irmãos. A sua paixão pelo automobilismo surgiu com apenas oito anos decorria o ano de 1993, altura em que o seu pai, Henrique, decidiu levar Filipe e o seu irmão mais velho, Tiago, ao Kartódromo da Batalha para experimentarem a adrenalina de um kart. O resultado não poderia ter sido melhor, ao ponto de o pai ter decidido investir em dois karts, um para si e outro para os dois filhos. Desde esse dia que os fins-de-semana foram passados em kartódromos. Em 1995 Filipe e o seu irmão participaram numa prova do Troféu de Leiria com Tiago a vencer a Filipe a arrecadar o terceiro lugar. Desde esse dia passaram a fazer todas as provas que compunham o Troféu.

No ano seguinte, em 1996, entra no Campeonato Nacional na Categoria Cadete e o seu irmão na Super Cadete. Consegue alguns bons resultados mas o ano foi difícil com o seu pai a ser o seu mecânico.

Em 1998 sagrou-se Vice-Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal na Categoria Iniciados, altura em que conhece os irmãos Nuno e Pedro Couceiro. Ingressa assim na estrutura dos irmãos Couceiro, a Couceiro Junior Team e em 1999 faz a sua estreia na Categoria Júnior. Começou nessa altura a ganhar cada vez mais experiência: esteve dois anos na Categoria Júnior, em 2001 subiu para Intercontinental A e em 2002 rumou a Itália para correr na equipa de Nuno Couceiro e Danilo Rossi (Penta Campeão do Mundo) para se bater com os melhores do mundo. Foi segundo no Open Italiano e Vice-Campeão Europeu da Categoria Intercontinental A. Em 2003 aceita o convite da prestigiada construtora CRG para piloto oficial ao mesmo tempo que assume o mesmo estatuto junto da Dunlop permanecendo durante dois anos.

Em 2005, 10 anos depois de ter dado início à competição, é chamado para o projecto Red Bull Junior Team que visa a nível mundial formar jovens promessas do automobilismo em futuros pilotos de F1. Nesse mesmo ano e na época de estreia fora dos karts, participa em três Campeonatos em simultâneo: Campeonato Espanhol de Fórmula 3 (6º lugar e melhor estreante); Eurocup Fórmula Renault 2.0 (5º lugar e melhor estreante); Campeonato Alemão de Fórmula Renault 2.0 (3º lugar e melhor estreante).

2006 viria a ser o ano de consagração, tendo sido reconhecido um pouco por toda a Europa, mas muito em particular em Portugal, quando aos 21 anos e sob a alçada da Red Bull Junior Team, vence o Campeonato Europeu de Fórmula Renault 2.0 e o Norte Europeu de Fórmula Renault 2.0. O Jornal Autosport atribui-lhe o Prémio para Melhor Piloto Português do Ano. É ainda eleito o melhor piloto da Red Bull Junior Team que era composta por 18 pilotos a nível mundial.

Com estas conquistas, a Red Bull reforça o seu apoio e em 2007 coloca-o a competir na World Series by Renault, terminando a temporada no quarto lugar da geral, depois de ter estado até à última corrida a lutar pelo título. Foi o melhor piloto estreante na categoria.

Foi convidado pela Red Bull para fazer demonstrações de rua aos comandos dos carros de F1 daquela marca de bebidas energéticas na Venezuela, Colômbia e Estónia. No dia em que comemorou 22 anos, fez o seu primeiro teste oficial aos comandos do F1 da Toro Rosso.

Efectuou ainda duas corridas na GP2 Series, campeonato considerado uma das antecâmaras da F1. Ingressa depois no A1GP com as cores da equipa portuguesa para fazer as três últimas corridas da época. Na sua prova de estreia na competição sobe ao terceiro lugar do pódio. Em 2009 mantém-se na competição e termina a época em terceiro lugar. É ainda convidado pela Audi Itália para efectuar em Portimão as corridas dos Superstars, a sua estreia em carros de turismo. Em ambas sobe ao pódio. Teve ainda a sua primeira participação na categoria de GT ao efectuar as duas últimas jornadas do Campeonato Italiano de GT de 2009 com a Audi vencendo na categoria GT3.

Em 2010 Albuquerque passa a piloto oficial da Audi Itália e disputa o Campeonato Italiano de GT3 sagrando-se Vice-Campeão depois de ter subido ao pódio por nove vezes ao longo do ano.

Sagrou-se ainda Campeão dos Campeões no Race of Champions 2010 lugar que conquistou depois de vencer a edição portuguesa da prova. Foi a primeira vez que um piloto português participou no evento. Bateu o actual Campeão do Mundo de F1, Sebastian Vettel e ainda o Hepta Campeão do Mundo de Ralis, Sebastien Loeb.

Em 2011 é piloto oficial da Audi no DTM (Campeonato Alemão de Carros de Turismo). No seu ano de estreia conseguiu o segundo lugar na corrida de Valência, um feito nunca antes conseguido por um piloto português, naquele que é considerado um dos mais exigentes campeonatos de Grande Turismo. Em simultâneo disputou o Blancpain Endurance Series fazendo equipa com Stephane Ortelli e Bert Login num Audi R8 LMS. Foram terceiro classificados no Campeonato depois de várias subidas ao pódio.

Em 2012, volta a disputar o DTM enquanto piloto oficial da Audi, terminou a época em 11º lugar e pontuou em sete das 10 corridas. Por três vezes foi dos quatro pilotos mais rápidos em qualificação e o seu melhor resultado foi um quarto lugar. Efectuou ainda a corrida de Navarra do Blancpain Endurance Series e terminou no terceiro posto.

Em 2013 confirma-se nova participação no DTM. No início de 2013 é convidado pela Audi para disputar as 24h de Daytona, uma das mais emblemáticas provas do mundo. Estreia-se em pistas ovais nesta prova e de forma única vence a prova na categoria GT. Um feito histórico.

No início de 2014 é anunciado como piloto oficial da Audi para as 24h de Le Mans e para as 6h de Spa. Nas 24h de Le Mans foi distinguido com o prémio 'Melhor Rookie do Ano'. Infelizmente um acidente protagonizado pelo seu companheiro de equipa não permitiu concluir a prova. Nas 6h de Spa foi quinto classificado.

Foi ainda Vice-Campeão do European Le Mans Series que disputou com a JOTA. Efectuou novamente as 24h de Daytona e ao contrário do ano anterior não vence mas consegue o quinto posto na categoria GTD.

Em 2015 a Audi confirma uma vez mais Filipe Albuquerque como piloto oficial Audi nas 24h de Le Mans e 6h de Spa. Em Le Mans alcançou o feito histórico de ter sido o único português a estar na liderança da prova pese embora tenha terminado a corrida num inglório sétimo lugar depois de problemas na máquina. No European Le Mans Series chegou à última prova na liderança do Campeonato e quando se esperava que conseguisse o titulo, um incidente com o seu companheiro de equipa na JOTA deitou tudo a perder e acabou a temporada em terceiro.

Para 2016 Filipe continua como piloto oficial da Audi. Já está no entanto definido que fará quatro provas do Campeonato Norte Americano de Resistência com a Action Express Racing equipa campeã em título.