Filipe Albuquerque

Long Beach

🇺🇸

24 – 25 Setembro

Long Beach Street Circuit

IMSA Weathertech Sportscar Championship

Wayne Taylor Racing

4º Lugar

A viagem até Long Beach é grande, implica viagens de carro e apanhar dois vôos longos. Este ano precisei de ir com antecedência porque esta corrida é patrocinada pela Acura (que tem sede em Torrance), tínhamos um programa de eventos de relações públicas bastante preenchido e eu queria chegar com calma para combater o cansaço do jet lag e estar no meu melhor para todos aqueles dias.

Para esta corrida eu e o meu colega de equipa, o Ricky Taylor, fizemos um capacete com um design especial para assinalar esta nossa corrida em casa, algo muito diferente do que costumamos fazer. Senti que tivemos bastante atenção em cima de nós porque estávamos a liderar o campeonato e porque era a casa da Acura que também patrocinava esta corrida do campeonato. Foi bom estar de volta a um fim-de-semana de corrida com muita gente, os momentos com o público e parceiros foram um sucesso.

É sempre bom estar em  Los Angeles, é uma grande cidade, há sempre muito para fazer. No primeiro dia, encontrei-me com o meu colega do WEC (campeonato do mundo de resistência), o Phil Hanson que estava lá de férias e ainda tive tempo para relaxar, passeei um bocado pela cidade e fui dar umas voltas de bicicleta em Venice Beach. No dia seguinte, o Ricky chegou e andámos por Los Angeles a passear e a viver o sonho americano com um NSX, amarelo e bem chamativo, um supercarro que a Acura nos disponibilizou para este fim-de-semana.

Long Beach é uma pista que toda a gente quer ganhar. Em todas as épocas, é uma corrida especial porque é citadina, acontece num fim-de-semana com muita ação, com muitas coisas para fazer e a Acura corre em casa. Por outro lado, sabíamos que não era uma pista que nos favorecia porque tem ressaltos, curvas lentas e estes eram os pontos fracos do nosso carro.

Os treinos começaram difíceis, mais ainda do que estávamos à espera. Comecei e fiz a minha parte do treino livre e o Ricky nem conseguiu andar porque houve uma bandeira vermelha e a sessão terminou ali. Acabámos 1.3 segundos mais lentos que o carro mais rápido e não havia muito a fazer para melhorar. No segundo treino, apesar de estarmos a trabalhar para optimizar ao máximo o nosso andamento, melhorámos um bocadinho mas ainda assim ficámos a 1.1 segundos do melhor carro.

Fiquei com a tarefa de qualificar e o objectivo era ser o melhor carro não Cadillac. Sinto que dei o meu melhor e que o carro estava bom mas, ainda assim, fiquei a 8 décimos da pole position, em 5.º lugar, e a 2 centésimos do outro carro da Acura.

Para a corrida, tudo é possível entre muros e com trânsito, mas estávamos completamente à mercê dos azares dos outros – essa seria a nossa eventual sorte. Naquele momento do campeonato, já só nos concentrávamos no carro #31 porque era o nosso principal rival, o que estava mais próximo, e eles arrancavam da pole position e nós de  5.º. Fiz um excelente arranque, consegui ir de 5.º para a frente, discuti o 2.º lugar com o carro #01 que conseguiu levar a melhor e passei para 3.º. A partir daí foi tentar aguentar um Cadillac que estava atrás de mim, depois outro. A nossa corrida simplesmente cingiu-se a lutar o Cadillac menos forte e o Mazda, os restantes Cadillac estavam noutro nível. 

Entreguei o carro em 4.º, o Ricky fez o seu trabalho mas esta foi uma corrida sem grande história porque não conseguimos fazer mais. Os 3 cadillacs estavam a 40 segundos de avanço e conseguimos levar o carro até ao fim, terminámos em 4.º. Infelizmente, ganhou o carro #31.

Sabíamos que ia ser difícil mas não ficámos tristes porque fizemos o melhor que podíamos. Seguimos para a última corrida que vai ser óptima para os fãs e para o campeonato, nesta fase a discussão pelo título está ao rubro, estamos separados dos nossos rivais por 19 pontos, o que não é nada. Temos de ir para a última prova em Petit Le Mans ao ataque e não a defender o campeonato.

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