Filipe Albuquerque

Watkins Glen International

🇺🇸

01 – 02 Julho

Watkins Glen International

IMSA Weathertech Sportscar Championship

Wayne Taylor Racing

3º Lugar

Entre a corrida anterior e esta, toda a equipa ficou em Watkins Glen, no mesmo hotel. Costumamos ficar em Corning, uma pequena vila a 20 minutos da pista. Nesses dias, até fui com a equipa para um lago fazer surf e um pouco de teambuilding, foi um dia bem passado, é sempre muito giro estarmos juntos e fazermos uma actividades diferente, fora das corridas. O  ambiente na equipa está bom. Também passei tempo com o Ricky, fomos correr e sempre a pensar como poderíamos ser mais rápidos. O Alex teve de sair, tinha corrida na Indycar. 

Mais uma vez, estávamos motivados. Talvez seja um traço nosso, dos pilotos, que se sentem sempre motivados porque encontramos sempre o pormenor mais pequeno para conseguirmos fazer a diferença. Desta vez sabíamos que tínhamos feito a pole position e que tínhamos tido um problema no carro, por isso podíamos melhorar para esta corrida. Também sabíamos que os nossos adversários iriam melhorar os carros deles, é assim que funciona para todos.

A primeira e  única sessão, de uma hora, devia ter servido para experimentarmos afinações no carro mas foi um caos porque choveu bastante e tivemos de andar  com pneus de chuva. Adapto-me bem à chuva, sempre andei bem à chuva, não tenho problemas mas claro que há mais risco, mais imprevistos e quando estamos com um carro que é muito rápido a seco e estamos a liderar o campeonato, queremos diminuir os imprevistos – mas isso está fora do nosso controlo. Preferimos pistas secas, sem bandeiras amarelas e a corrida mais monótona possível porque assim dependemos apenas do nosso andamento. Quando estamos com um carro inferior, estamos no fundo do pelotão e temos pouco a perder, estas condições são ideais para qualquer piloto porque pode arriscar, se correr mal apenas tentou mas a maior parte das vezes corre bem porque tem confiança que as coisas podem virar nesse momento. Estamos mais abertos ao risco para ganhar posições.

O Ricky qualificou de novo, fez a pole position, agora com uma diferença de 4 décimos de segundo para o segundo, ficámos todos contentes com essa volta e com esse andamento do carro, era um bom presságio para esta corrida de sprint de Watkins Glen 240.

A corrida começou a seco mas tinha acabado de chover e de secar, o tempo estava muito instável. O Ricky arrancou de primeiro, fez um bom arranque, liderou o stint dele, embora com o Mazda a vir de 6.º da grelha para 2.º, completamente colado à nossa traseira, estava com um andamento muito bom. Trocámos de piloto, eu entrei e tive algumas lutas com o 31 que estava numa estratégia completamente diferente de todos e também com o Mazda que estava muito competitivo e que acabou por me passar. Até aqui tudo bem mas começou a chover bastante em metade da pista e a direção de prova  decidiu colocar bandeira amarela e depois vermelha durante meia hora devido às previsões meteorológicas que apontavam para uma trovoada forte.

Voltámos à pista com 4 curvas muito molhadas e o resto seco. Houve uma paragem nas boxes em que fiquei em terceiro, abriram os pits para uma última paragem da bandeira amarela e onde o 31, apesar de estar em 5.º, estava em vantagem porque tinha parado duas voltas antes da bandeira vermelha ter acontecido. Voltei à pista em terceiro, atrás do 31 e do Mazda. Por sorte, o Mazda fez pião na curva 8 e caiu para quinto. Na primeira repartida mantive o meu segundo lugar mas, logo a seguir, nem uma volta depois, veio outra bandeira amarela e nessa repartida perdi uma posição para o carro 5 na curva 1 porque tive um pequeno momento e não saí bem da curva e ele passou-me. Essas primeiras voltas foram muito difíceis para mim e para todos porque três curvas estavam muito molhadas  e tínhamos que gerir o risco de ir rápido mas não bater. Uma vez que o Mazda estava em último ou penúltimo, eu não podia arriscar demasiado porque já estava a pensar nas contas do campeonato.

Não tinha andamento para  os Cadillacs, o que me dificultou mais a tarefa mas sobrevivi, é o que se diz nestas condições e, uma vez que tinha o carro numa boa janela de funcionamento, comecei a atacar para a  frente. Apesar de ter caído para 4.º lugar, consegui  recuperar ainda uma posição e acabei em 3.º, à frente do Mazda.

O balanço destes dois fins de semana é positivo: fomos o carro que fez mais pontos nestes dois fins de semana. Apesar de termos feito duas pole positions queríamos ganhar corridas, o que não aconteceu mas vamos trabalhar duramente para alterar esta tendência e sermos mais fortes. É sempre importante frisar que apesar de estarmos a liderar o campeonato, apesar de termos ganho Daytona, continuamos a aprender sobre o carro nas diversas pistas por onde passamos. É um trabalho feito em conjunto com o Ricky Taylor, com o Brian Pillar e com a Wayne Taylor, tem sido um processo interessante, é muito bom trabalhar com eles, cada um com as suas crenças sobre onde podemos ser mais rápidos ou investir mais. É isso que nos desafia, perceber como conseguimos chegar ao potencial máximo do carro que temos.

Não me sinto frustrado com estes resultados, apenas interpreto isto como uma fase de aprendizagem de um carro novo. É muito importante relembrar-nos que já ganhámos a corrida mais importante do ano, Daytona, só essa vitória já  faz o nosso ano. Como somos ambiciosos, queremos ganhar tudo e trabalhamos sempre para esse objectivo.

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6h of Watkins Glen

🇺🇸

25 – 27 Junho

Watkins Glen International

IMSA Weathertech Sportscar Championship

Wayne Taylor Racing

3 º Lugar

Watkins Glen é sempre uma pista quente, rápida e exigente. A expectativa era grande porque testámos lá, é uma pista que se afeiçoa ao nosso carro, muito rápida, muito aerodinâmica, sem ressaltos como outras pistas. Estávamos naturalmente optimistas para esta corrida e para a seguinte.

O fim-de-semana começou bem, fizemos a pole position e mostrámos o nosso andamento mas sabíamos que a corrida não seria fácil e que muita coisa pode acontecer em seis horas.

Começámos em primeiro mas os andamentos dos carros mudam durante a corrida, há estratégias diferentes das equipas, há setups pensados para corrida e não para os cronometrados, tudo podia mudar. Estávamos serenos para ver o verdadeiro andamento dos Cadillacs e do Mazda em corrida. Numa fase inicial da corrida, começámos a ser surpreendidos pelo outro Acura que estava mesmo rápido. Começámos a ter dificuldades com a nossa afinação, o carro começou a escorregar de frente, mas nestas situações, em corrida, não há muito a fazer porque vamos perder mais a analisar e a tentar mudar algo no carro, tivemos que acabar assim.

O Ricky começou e fez um óptimo trabalho, seguiu-se o Rossi que também andou bem e por fim fui eu. Estivemos constantemente na luta nos três primeiros lugares. A fase final foi uma parte difícil para todos porque, com as bandeiras amarelas, a corrida baseou-se na gestão da gasolina para chegarmos ao fim, como tinha acontecido em Mid-Ohio. Estávamos todos mais ou menos com a mesma estratégia e eu estava em terceiro e, muito sinceramente, tínhamos bom andamento mas não tão bom para o Mazda e o Acura que acabaram em 1.º e 2.º. Contentei-me com o terceiro lugar, uma daquelas surpresas que nos relembram que nada é garantido mesmo que se faça a pole position. Foi o único lugar possível, o terceiro lugar.

É o segundo pódio consecutivo, depois do terceiro lugar em Detroit, e minimizámos os danos para o campeonato com este lugar, apesar do Mazda ter ganho. A picardia com a Mazda é saudável. Conheço bem o Oliver Jarvis e o Harry Tincknell porque já corri com ambos: o Olly vem dos meus tempos no DTM e em LMP1 na Audi e o Harry na Jota, quando fizemos juntos o ELMS. Respeitamo-nos muito uns aos outros.

Claro que depois fomos analisar tudo e reparámos que, a meio da corrida, tivemos um pequeno problema no carro que explicou sermos um bocado mais lentos. Por essa razão, ficámos optimistas para a corrida do fim-de-semana seguinte, sabendo que  tínhamos mais no bolso e mais para mostrar na corrida.

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Detroit

🇺🇸

11 – 12 Junho

Raceway at Belle Isle Park

IMSA Weathertech Sportscar Championship

Wayne Taylor Racing

3 º Lugar

Fomos para Detroit com pouca expectativa porque é uma pista que é muito sinuosa, não nos favorece tanto por causa dos ressaltos e tem poucas curvas rápidas. Para além de não se comportar bem nos ressaltos, o nosso carro tem mais aerodinâmica e adapta-se melhor a curvas de alta velocidade e pistas mais lineares (smooth). Detroit é também a casa da Cadillac, há muita atenção e muito envolvimento do grupo GM nesta corrida, os holofotes não estavam virados para nós. Estávamos conscientes disso e fomos para Detroit com a vontade de fazer o melhor com o que tínhamos, tentar ganhar, mas não ficaríamos chateados se isso não acontecesse.

Começámos os treinos livres bem, com o Ricky Taylor a andar bastante bem, embora estivéssemos todos próximos, fiz a segunda parte da sessão que foi mais complicada por causa de uma bandeira vermelha, não andei tanto quanto gostaria, faz parte em circuitos citadinos. Na segunda sessão de  treinos, estávamos mais motivados por causa do andamento do primeiro treino mas as coisas começaram a complicar-se. Acabámos em quinto e fomos apenas o melhor Acura em pista, era uma posição que não nos levaria muito longe.

Nesta corrida foi o Ricky a qualificar, fez um bom esforço e ficou apenas a dois décimos e meio da pole position. Foi muito bom, mas ainda assim foi 5.º. Apenas fomos os melhores Acura mas é um resultado ingrato porque quando estamos tão próximos da pole num circuito citadino. O andamento era bom mas ficar apenas em 5.º sabe a pouco.

Fomos para a corrida com a perfeita noção que era difícil ultrapassar e sabíamos que arrancar de 5.º não era a melhor posição. Arriscámos e fizemos algumas alterações no carro, o Ricky estava com dificuldade em gerar temperatura nos pneus e não estava nada confiante. Estando de fora, comecei a pensar nas modificações que fizemos e a fazer contas à vida por termos arriscado tanto mas, uma vez que a corrida começa, temos de acabar com o que temos. Cinco ou seis voltas depois, o Ricky começou a ter um andamento  muito bom, a ser um dos mais rápidos em pista e  começámos a entrar  na luta pelo terceiro lugar. A equipa fez uma estratégia muito boa e quando entrei para a pista, em 3.º, passámos um Cadillac e um Mazda que era o nosso rival directo, aconteceu tudo no pit  stop.

Senti-me logo bem no carro, o Mazda aproximou-se mas estava controlado. Quando comecei a ganhar distância, senti que estava algo estranho no carro. Disse no rádio que algo não estava bem e esperei pela curva seguinte mas comecei a sentir falta de potência. Pedi à equipa que analisasse o comportamento do carro e, outra curva mais tarde, antes de me explicarem a situação, confirmei a 100% o meu feeling porque o carro não saía rápido das curvas, não tínhamos potência à saída das curvas. A equipa confirmou o nosso problema e não havia nada a fazer a não ser aguentar a terceira posição durante o resto do meu turno – e ainda faltava cerca de meia hora até ao fim da corrida.

Era importante ficar à frente do Mazda que estava rápido e colado à minha traseira. Ainda por cima, com o Oliver Jarvis, piloto que conheço bem e que é muito bom, eu sabia que ia ser passado ao mínimo erro. Tive que andar no meu limite, principalmente a gerir muito bem o trânsito.

Estava a conseguir aguentar a minha posição mas, a 12 minutos do fim, apareceu uma bandeira amarela. Se não houvesse repartida, estava tudo bem mas, à boa maneira dos EUA, repartimos a uma volta do fim. O meu receio era exatamente a repartida porque não tinha a mesma capacidade de resposta de arranque do que os outros. Decidi concentrar-me na minha posição porque sabia que era impossível atacar os dois primeiros e consegui fazer uma boa repartida, apesar do Oliver Jarvis quase ter passado na entrada para a curva 1. Depois dessa curva não apanhei mais trânsito e continuei de novo a gerir qualquer possível erro até ao fim.

Acabámos em terceiro, à frente do Mazda, fomos ao pódio numa pista difícil para nós e numa corrida ainda mais difícil por causa dos nossos problemas no motor. Tanto eu como toda a equipa ficámos super felizes porque soubemos que tirámos o máximo do que tínhamos. Estas alturas são consideradas vitórias, apesar de não ganharmos.

Saímos de Detroit muito felizes e, no dia seguinte, fui com a equipa passar um dia em Cedar Point, num parque temático cheio de montanhas-russas. Era o meu aniversário e foi um bom team building entre engenheiros e pilotos, é importante passar tempo fora das pistas, a rirmo-nos muito.

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Never underestimate anyone.

Filipe Albuquerque vence em Mid Ohio e cimenta a primeira posição no Campeonato Norte Americano de Resistência

Foi uma corrida muito dura aquela que Filipe Albuquerque e Ricky Taylor tiveram hoje em Mid Ohio, terceira jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência, mas que culminou com o melhor resultado possível: a vitória. Um corrida disputada até ao cruzar da linha de meta mas que permite aos pilotos do Acura #10 consolidar o primeiro lugar nas contas do Campeonato.

A largar da segunda posição da grelha, Filipe Albuquerque não teve a tarefa facilitada: “No final foi um resultado incrível mas foi muito, muito difícil. Ao contrário dos meus adversários não arranquei para a corrida com pneus novos o que dificultou muito o meu trabalho. O meu ‘stint’ foi muito duro, procurei a todo o custo não perder demasiado terreno e dei tudo o que tinha e não tinha”, começou por referir o piloto português.

Ricky Taylor conseguiu depois recuperar para primeiro, mas nunca conseguiu respirar de alivio, já que a luta pela vitória deu-se até cruzar a linha de meta: “O Ricky fez um trabalho notável. Não só até chegar ao primeiro lugar, mas em conseguir manter a posição depois de sucessivos ataques. Foi uma corrida de ‘sprint’, de nervos e nos limites. Mas, no final, conseguimos o objectivo a que nos propusemos: vencer. E isso deixa-nos muito felizes pois aumentamos a vantagem na liderança do Campeonato. Estamos ainda no início da temporada mas todos os pontos contam para o ojectivo final de chegar ao título”, concluiu o piloto de Coimbra.

A próxima corrida do Campeonato Norte Americano de Resistência acontece a 11 e 12 de Junho em Detroit.

Filipe Albuquerque no segundo lugar da grelha em Mid-Ohio

Teve lugar hoje a sessão de qualificação com vista à terceira corrida do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA WeatherTech SportsCar Championship). Filipe Albuquerque foi o segundo mais rápido pelo que amanhã largará para a corrida ‘sprint’ de 2 horas e 40 minutos da primeira linha da grelha.

Foi por escassos 0,095 segundos que o piloto português não assegurou o primeiro lugar: “Queria muito fazer a ‘pole’ e confesso que estou um bocadinho frustrado, mas estar na linha da frente é importante para a corrida. Sei que não vou fazer todas as ‘poles’ em todas as corridas mas fiquei próximo e daí esta sensação”, começou por referir o piloto de Coimbra.

Na liderança do Campeonato, Filipe Albuquerque e Ricky Taylor esperam levar o Accura da Wayne Taylor Racing ao primeiro lugar do pódio: “Estamos rápidos e em condições de chegar à vitória. É com esse foco que vamos entrar em pista pois não queremos desperdiçar pontos”, rematou o piloto português.

A corrida terá lugar amanhã, Domingo, a partir das 19.40h e poderá ser acompanhada em imsa.com

Filipe Albuquerque quer segunda vitória da época em Mid-Ohio pontuável para o Campeonato Norte Americano de Resistência

Realiza-se este fim-de-semana a terceira corrida do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA WeatherTech SportsCar Championship) em Mid-Ohio. Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa na Wayne Taylor Racing, Ricky Taylor e Alexander Rossi lideram a tabela classificativa e procuram neste confronto mais uma vitória.

Depois de cerca de dois meses de interregno, Filipe está desejoso de se juntar à sua equipa e de voltar a competir em solo americano. Depois da vitória em Daytona na jornada inaugural, na segunda prova Filipe não foi tão feliz e terminou em quarto, pelo que agora o objectivo é regressar às vitórias e consolidar a primeira posição do Campeonato.

“É bom estar de volta aos Estados Unidos onde gosto muito de competir e regressar ao seio da Wayne Taylor Racing que está sempre muito motivada para todas as provas. O circuito de Mid-Ohio ajusta-se bastante ao Accura pelo que acredito vamos estar em posição de lutar pelos primeiros lugares quer na qualificação, quer na corrida. Esta corrida é mais curta, apenas 2h40. Temos de começar na frente, e isso obriga a uma boa qualificação, para estarmos numa boa posição para atingir os nossos objectivos no final da corrida”, começou por referir Filipe Albuquerque.

Os oito pontos de vantagem nas contas do Campeonato são poucos para tão longa temporada: “Temos de vencer e de ganhar ainda mais margem. É nisso que estamos centrados. Não podemos perder pontos porque no final pode fazer a diferença. Sabemos que temos um bom carro e uma equipa motivada. Estão reunidos os ingredientes…”, concluiu o piloto de Coimbra.

A corrida terá lugar no Domingo, 16 de maio com início às 19.40h, hora portuguesa e poderá ser acompanhada em imsa.com

Filipe Albuquerque brilha com vitória em Spa-Francorchamps na primeira jornada do Campeonato do Mundo de Resistência LMP2

Foi mais uma corrida eximia de Filipe Albuquerque e dos seus companheiros de equipa na United Autosports, Phil Hanson e a Fabio Scherer hoje em Spa-Francorchamps. O trio largou da ‘pole position’  e arrecadou a primeira vitória da época na jornada de abertura do Campeonato do Mundo de Resistência LMP2. A melhor forma de começar a temporada quando o objectivo é revalidar o título de 2020.

O fim-de-semana já tinha começado bem, com os pilotos do Oreca #22 sempre a marcar o ritmo e a corrida confirmou tudo isso: um andamento notável do carro e dos três pilotos sempre muito focados na vitória.

Filipe Albuquerque não escondia a felicidade de uma fim-de-semana que considera dos melhores da sua carreira: “Foi uma semana incrível: sistematicamente os mais rápidos desde os treinos livres. Conseguimos a ‘pole’ com meio segundo de avanço e ganhámos a corrida com mais de um minuto de vantagem, liderámos do principio ao fim. Um domínio avassalador. Toda a equipa está de parabéns pelo excelente trabalho. Não poderíamos querer melhor”, começou por explicar o piloto de Coimbra.

Primeira vitória, primeiro lugar no Campeonato: “É muito importante começar com este nível  sobretudo num ano em que o Campeonato está mais competitivo que nunca com pilotos muito rápidos e de renome internacional. Demos hoje o primeiro passo para a meta  que pretendemos atingir: renovar o título mundial”, concluiu Filipe Albuquerque.  

A próxima corrida acontece a 2 junho no Autódromo Internacional do Algarve.

Filipe Albuquerque com a ‘pole position’ em Spa-Francorchamps para o arranque do Campeonato do Mundo de Resistência

Filipe Albuquerque vai arrancar para a primeira corrida do Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC) da melhor posição da grelha: a ‘pole position’ entre os LMP2. O piloto português e os seus companheiros de equipa na United Autosports, Phil Hanson e a Fabio Scherer foram sempre os mais rápidos nas sessões de treinos livres e confirmaram o excelente andamento ao assegurarem o melhor tempo no treino cronometrado com mais de meio segundo de vantagem para o segundo classificado.

Excelente resultado para o arranque das 6h de Spa-Francorchamps: “Este resultado faz-nos muito bem ao ego, no entanto, em termos de corrida, pode significar pouco, já que temos seis horas pela frente. Mas para nós é muito bom perceber que temos um andamento, para já, superior aos nossos adversários e que isso é uma vantagem incrível. Esperamos que a corrida corra tão bem como tem corrido o desenrolar do fim-de-semana”, começou por referir o piloto de Coimbra.

O objectivo para a corrida: “É vencer! Somos os Campeões em título e queremos revalidar essa posição e para isso são precisamos de vitórias. É com isso em mente que vamos entrar em pista”, concluiu Filipe Albuquerque.

Amanhã, a corrida começa pelas 12.30h e pode ser acompanhada em fiawec.com

Filipe Albuquerque preparado para dar início ao Campeonato do Mundo de Resistência

Depois do título de Campeão do Mundo de Resistência LMP2 em 2020, Filipe Albuquerque estará de novo à partida do Campeonato com a United Autosports e Phil Hanson como companheiro de equipa. A temporada arranca já na próxima semana com a realização do ‘Prologue’ nos dias 26 e 27 de abril e depois a 1 de maio o primeiro confronto  no emblemático circuito belga de Spa-Francorchamps.

Filipe encara esta nova época com o optimismo habitual de um campeão do mundo: “Em equipa que vence não se mexe. Queremos este ano repetir os feitos do ano passado pese embora saibamos que esta época tudo será diferente. A regulamentação mudou, vamos passar a usar pneus Goodyear, há muitos pilotos novos no campeonato e isso muda tudo. Será um ano diferente que requer alguma adaptação. Mas, temos uma equipa muito boa, motivada e um carro que já provou ser vencedor”, começou por referir o piloto de Coimbra.

Os dois dias do ‘Prologue’ serão por isso determinantes: “Vamos testar tudo o que pudermos para chegarmos à corrida o melhor preparados possível. O circuito de Spa é sempre muito especial e exigente. Requer um trabalho afincado para além de que as condições atmosféricas mudam de hora a hora e baralham tudo. Vai ser um desafio enorme mas eu gosto de desafios e estou confiante que as coisas vão correr bem”, concluiu Filipe Albuquerque.

Todas as informações sobre o Campeonato podem ser consultadas em www.fiawec.com